Mamãe faz 70 anos

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Hoje, ou amanhã, nossa mãe faz 70 anos, ou duas vezes trinta e cinco como brincamos ontem. Desde pequenos comemoramos no dia 26 apesar da certidão atestar que a Iracema – filha de nordestinos migrados lá pelo inicio do século passado, é nascida no dia 27 de junho. Agora depois de anos, estou de volta em convívio diário com a mãe, a caçula de 10 filhos do eletricista da Carris Análio e a mãe logo falecida após seu nascimento. E a dona Iracema se vira: nada, vai ao grupo de oração, assiste aos pa$tores na TV, faz tai-chi-chuan e aquela outra massagem shiatsu, além de ser a chofer da casa, leva e traz minha caçula irmã da faculdade, hospital e as vezes até de festas, vai à supermercado, feira e no cinema. Está trocando aos poucos de literatura, as oraçoes intercessoras, catecismo da igreja catolica, formação de pregadores tem dado espaço a outros autores, Ruy Castro e seu Garrincha, Guimaraes Rosa e Machado de Assis andam frequentando seu criado mudo. Nos últimos meses, em função da “baixa qualidade” das atrações televisivas aqui da casa, virou uma assídua apreciadora de …futebol, não há decisão sem a presença dela no sofá opinando e torcendo pros times da maneira mais aleatória já vista, a única preferencia certeira que tem é Azul, na roupa e claro, no time. Hoje é dia de celebrar com essa morena pequena de cabelos compridos e um gênio dizem, dos piores. Mãe é mãe e prá nós – a nossa, merece todo nosso carinho e reconhecimento de uma vida dedicada aos filhos, ao marido e as coisas simples e prazeirosas da vida. Parabéns

Tholl

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Beijo na Praça

anna alice

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Virgem! diriam
que lindo ficou,
quase iguais
um composto
de dois originais,

distantes demais

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Somos somente a fotografia
Dois navegantes perdidos do cais
Distantes demais

Somos instantes, palavras, poesia
Dois delirantes ficando reais
Distantes demais

Noite de sol
Loucos de amar
Quem poderia nos alcançar

Eu e você sem perceber
Fomos ficando iguais
Longe, distantes demais

lenine & dudu falcão

Dia de São Valentim: Versão Européia

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fonte: http://www.leme.pt/destaques/diadosnamorados.html

O Dia de São Valentim, (Valentine’s Day, em inglês) tem a sua origem num acontecimento ocorrido na segunda metade do século século III na cidade de Terni, a 75 km de Roma. O Império Romano era governado, na altura, por Claudius II (268 – 270) que estava envolvido em diversas campanhas militares consideradas demasiado sangrentas, o que levou a dificuldades na recruta de novos soldados para as legiões romanas. Tendo o Imperador considerado que a razão destas dificuldades residia no facto dos homens não quererem abandonar as suas namoradas, esposas e amantes, proibiu todos os noivados e casamentos em Roma. Contrariando essa determinação, Valentim, bispo de Terni, continuou a casar jovens apaixonados. Quando o Imperador tomou conhecimento da celebração dessas cerimónias, ordenou a decapitação do bispo Valentim, facto que ocorreu a 14 de Fevereiro de 270.
Em 498, o Papa Gelasius santificou-o, passando o dia da sua morte a estar conotado com os apaixonados.
As festividades em honra deste santo foram, pouco a pouco, substituindo as Lupercais, festa pagã da fertilidade que se realizava em meados de Fevereiro.
Durante a Idade Média, Valentim foi um dos santos mais populares na Inglaterra e na França.
Vários países adoptaram este dia como feriado. É o caso da Inglaterrra desde o século VII e dos Estados Unidos desde 1700.
Em Portugal, a devoção a São Valentim é bastante limitada. Não conhecemos, por exemplo, nenhuma freguesia que tenha este santo como patrono. Já o mesmo não se pode dizer de outros países onde a popularidade do santo é evidente. Em França, por exemplo, existe, no coração de Champagne Berrichonne (departamento de l’Indre), uma localidade chamada Saint-Valentin [ver a fotografia em cima]. As páginas web dedicadas àquela urbe são bastante curiosas por se assemelharem a um site dedicado ao dia dos namorados. Disponibilizam, inclusivamente, o envio de Cartes Postales alusivas à data.

Dia dos Namorados: Versão dos Publicitários

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fonte: http://www.leme.pt/destaques/diadosnamoradosbrasil.html

Enquanto na Europa e na América do Norte se comemora o Dia dos Namorados a 14 de Fevereiro, Dia de São Valentim, no Brasil celebra-se a 12 de Junho, véspera do dia dedicado a Santo António. O costume de aproveitar este dia para oferecer algo a quem se ama, teve início em 1949 quando o técnico de publicidade João Dória – na altura a trabalhar para a Agência Standard Propaganda – encetou uma campanha para melhorar as vendas da extinta loja Clipper no decorrer de Junho – na altura um mês bastante fraco para o comércio – lançando o slogan “Não é só de beijos que se prova o amor”. O êxito foi imediato, tendo a Standard ganho o título de agência do ano. A ideia estava lançada! Com o apoio da Confederação de Comércio de São Paulo e o júbilo de todos os comerciantes, institui-se o 12 de Junho como uma data especial com direito a troca de presentes, que podem ser simples postais virtuais, ramos de flores, caixas de bombons, ou milhares de outras sugestões que todas as lojas, nesta época, tentam vender aos apaixonados. E tudo isto para afirmar “Eu Te Amo!”… A escolha de Santo António como padroeiro dos namorados deve-se ao facto de a tradição o apontar como casamenteiro. Conta-se que este santo português, durante o tempo em que esteve em França, se dirigiu a um povoado onde casar era considerado um pecado. No local, o santo pregou sobre a importância da formação das famílias, vindo daí o qualificativo que o tornou popular como santo casamenteiro.

Valentine’s Day Tupiniquim

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Não canto mais Babete nem Domingas
Nem Xica nem Tereza, de Benjor;

Nem Drão nem Flora, do baiano Gil;
Nem Ana nem Luiza, do maior;

Já não homenageio Januária,

Joana, Ana, Bárbara, de Chico;

Nem Yoko, a nipônica de Lennon;
Nem a cabocla, de Tinoco e de Tonico;

Nem a tigreza nem a Vera gata
Nem a branquinha, de Caetano;
Nem mesmo a linda flor de Luiz Gonzaga,
Rosinha, do sertão pernambucano;
Nem Risoflora, a flor de Chico Science,
Nenhuma continua nos meus planos.
Nem Kátia Flávia, de Fausto Fawcett;

Nem Anna Júlia do Los Hermanos.

Só você,
Hoje eu canto só você;
Só você,
Que eu quero porque quero, por querer.

Não canto de Melô Pérola Negra;
De Brown e Hebert, uma brasileira;
De Ari, nem a baiana nem Maria,
Nem a Iaiá também, nem minha faceira;
De Dorival, nem Dora nem Marina
Nem a morena de Itapoã;
Divina garota de Ipanema,
Nem Iracema, de Adoniran.

De Jackson do Pandeiro, nem Cremilda;

De Michael Jackson, nem a Billie Jean;

De Jimi Hendrix, nem a doce Angel;
Nem Ângela nem Lígia, de Jobim;

Nem Lia, Lily Braun nem Beatriz,

Das doze deusas de Edu e Chico;
Até das trinta Leilas de Donato,
E de Layla, de Clapton, eu abdico.

Só você,
Canto e toco só você;
Só você,
Que nem você ninguém mais pode haver.

Nem a namoradinha de um amigo
E nem a amada amante de Roberto;
E nem Michelle-me-belle, do beattle Paul;
Nem Isabel – Bebel – de João Gilberto;

E nem B.B., la femme de Serge Gainsbourg;
Nem, de Totó, na malafemmená;
Nem a Iaiá de Zeca Pagodinho;
Nem a mulata mulatinha de Lalá;

E nem a carioca de Vinícius
E nem a tropicana de Alceu
E nem a escurinha de Geraldo
E nem a pastorinha de Noel
E nem a namorada de Carlinhos
E nem a superstar do Tremendão
E nem a malaguenha de Lecuona
E nem a popozuda do Tigrão

Só você,
Hoje elejo e elogio só você,
Só você,
Que nem você não há nem quem nem quê.

De Haroldo Lobo com Wilson Batista,
De Mário Lago e Ataulfo Alves,
Não canto nem Emília nem Amélia,
Nenhuma tem meus vivas! E meus salves!
E nem Angie, do stone Mick Jagger;
E nem Roxanne, de Sting, do Police;
E nem a mina do mamona Dinho
E nem as mina – pá! – do mano Xiz!

Loira de Hervê e loira do É O Tchan,
Lôra de Gabriel, o Pensador;
Laura de Mercer, Laura de Braguinha,
Laura de Daniel, o trovador;
Ana do Rei e Ana de Djavan,

Ana do outro rei, o do baião

Nenhuma delas hoje cantarei:
Só outra reina no meu coração.

Só você,
Rainha aqui é só você,
Só você,
A musa dentre as musas de A a Z.

Se um dia me surgisse uma moça
Dessas que com seus dotes e seus dons,
Inspira parte dos compositores
Na arte das palavras e dos sons,
Tal como Madallene, de Jacques Brel,
Ou como Madalena, de Martinho;
Ou Mabellene e a sixteen de Chuck Berry,
E a manequim do tímido Paulinho;

Ou como, de Caymmi, a moça prosa
E a musa inspiradora Doralice;
Se me surgisse uma moça dessas.
Confesso que eu talvez não resistisse;
Mas, veja bem, meu bem, minha querida;
Isso seria só por uma vez,
Uma vez só em toda a minha vida!
Ou talvez duas… mas não mais que três…

Só você…
Mais que tudo é só você;
Só você…
As coisas mais queridas você é:

Você pra mim é o sol da minha noite;
É como a rosa, luz de Pixinguinha;
É como a estrela pura aparecida,
A estrela a refulgir, do Poetinha;
Você, ó flor, é como a nuvem calma
No céu da alma de Luiz Vieira;
Você é como a luz do sol da vida
De Steve Wonder, ó minha parceira.

Você é pra mim e o meu amor,
Crescendo como mato em campos vastos,
Mais que a gatinha para Erasmo Carlos;
Mais que a cigana pra Ronaldo bastos;
Mais que a divina dama pra Cartola;
Que a domna pra Ventadorn, Bernart;
Que a honey baby pra Waly Salomão
E a funny valentine pra Lorenz Hart.

Só você,
Mais que tudo e todas, é só você;
Só você,
Que é todas elas juntas num só ser.

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Todas Elas Juntas Num Só Ser
Lenine & Carlos Rennó

peste

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tudo contagia,
tudo contamina
é espectativa
da fiel, leal
pontuada
e assídua
narrativa

fumofóbico

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Azar, nem me importo
se aberta está a porta

e o encano do vento
vem me prestigiar

a fumaça,
essa nhaca devassa

só prá atrapalhar

Histórias de um tricolor

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A sina Em casa ainda convivo com uma sina familiar, meu avô um jalde-negro torcedor do Grêmio Bagé e ferrenho defensor do tricolor da capital; meu pai um santista da gema que, apesar de ter jogado no time de salão do Grêmio Náutico Gaucho sempre foi encarnado sabe-se lá por que. Eu e meu irmão tivemos fardamentos, do Inter (óbvio) Fluminense, Santos e bolas, muitas bolas, de salão, de campo, diversos times de botão: enquanto o pai colecionava inúmeras medalhas, eu e meu irmão insistíamos em ganhar alguns troféus de ….. xadrez. Nunca jogamos um ovo. Meu filho, por “voternidades” materna e paterna nasceu em solo estrangeiro, terra do Figueirense, mas como ganhou DOIS – sim acreditem, dois uniformes completos do Internacional, não poderia ser diferente: colorado até por dentro dos olhos. Torço para que tão logo meu filho ache alguém para dividir a vida interessante que ele leva, eu seja avô de uma… sim, UMA gremista.

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